9/20/2016

PRÁTICA SOCIOAMBIENTAL É O CAMINHO



Evento na foz do Rio Tijucas mobiliza mais de 50 voluntários e retira toneladas de material para reciclagem.

Por William Wollinger Brenuvida, jornalista. Com contribuição de Tiago Manenti Martins, engenheiro e responsável pelo projeto de monitoramento da qualidade das águas da Baía de Tijucas, no âmbito do Comitê.

No último sábado, 17/9, a equipe do Comitê Tijucas-Biguaçu se dividiu para somar experiências e multiplicar tarefas ambientais no âmbito da bacia hidrográfica. Enquanto a bióloga Aline Tomazi e o jornalista William Brenuvida estavam com a equipe de filmagens WFR documentando aspectos da bacia hidrográfica, o engenheiro Tiago Martins acompanhado da presidente da Associação Caminho das Águas do Tijucas – CAT, Sandra Tiezerini, apoiavam a ação de limpeza de praias realizada em parceria com a Universidade do Vale do Itajaí – Univali.

A ação da Univali que faz parte do "Clean Up The World" ou em português
Sandra Tiezerini, presidente da CAT apoia iniciativa
"Limpando o Mundo", é um evento de mobilização voluntária que tem como objetivo conscientizar as pessoas para o problema do lixo (resíduo) nas praias, rios e lagos. A ação que tem apoio da Organização das Nações Unidas – ONU teve início na Austrália em 1993, e hoje está espalhada por mais de 25 países, com mais de 35 milhões de voluntários.

Copa Lama
O evento na chamada “Copa Lama”, praia de Tijucas, contou com a ação de mais de 50 voluntários. Nem mesmo a manhã chuvosa que lentamente se abriu em um belo dia de sol impediu os voluntários que foram perseverantes, ajudando a remover toneladas de material passível ou não de reciclagem. Entre os materiais mais encontrados estão: plástico, metal, e isopor, além de espumas e vidro. A ação de limpeza serviu, também, para que as pessoas conhecessem a Foz do Rio Tijucas – que hoje está muito esquecida, carente de políticas públicas eficientes.

De acordo com Tiago Manenti Martins, engenheiro de aquicultura e técnico do Comitê Tijucas-Biguaçu, a Copa Lama tem papel fundamental na interação ambiente e inclusão social. “O nome da nossa cidade nasce na foz do Rio Tijucas e muita gente nem sabe disso. É preciso, também, incluir aqueles moradores que vivem na região para que as iniciativas de preservação e recuperação ambiental tenham efeito”, afirma Tiago.

As águas e todo lixo despejado no Rio Tijucas e principais afluentes chegam a Baía de Tijucas, batizada em 1530 de Baía de São Sebastião dos Tijucais pelo navegador genovês Sebastião Caboto. Há uma preocupação dos 14 municípios que fazem parte do Comitê Tijucas-Biguaçu para tratamento de efluentes e coleta seletiva de lixo. Que possamos nos unir a todos em prol de melhor qualidade de vida para a população de nossa bacia. A saúde das pessoas, depende da saúde de nossos rios e da Baía de Tijucas.

Agradecimentos especiais: Univali e seu Laboratório de Gestão e Valoração de Resíduos; Comitê Tijucas-Biguaçu; Coopervat; Lions Club Tijucas; Secretaria de Educação de São João Batista e; Grupo Escoteiro São João Batista 98/SC. Rádio Vale de Tijucas.

9/16/2016

PRÁTICA SOCIOAMBIENTAL SENSIBILIZA COMUNIDADE ESCOLAR GANCHEIRA



Com 5 anos de existência Pacto pela restauração da Mata Ciliar continua ações de sensibilização e capacitação ambiental. Antigo município de Ganchos com mais de 13 mil habitantes recebeu curso de capacitação do comitê Tijucas-Biguaçu.

Por William Wollinger Brenuvida, jornalista.

Nós transplantamos duas árvores na Praça da Costeira da Armação. O ato foi
simbólico, representando um pacto que realizamos em favor da vida. Antes desse momento, especialíssimo por demais, o que fizemos nós? Nós debatemos, coletivamente, sobre um tema que anda perturbando muita gente: Educação e Ambiente. Porque quando nós somos, o Ambiente deixa de ser apenas “Meio Ambiente”, ele passa a ser uma totalidade na guerra que se trava dentro da gente. Contando com os técnicos do Comitê Tijucas-Biguaçu, nós éramos 21 ali reunidos, na manhã desta sexta-feira, 16/9, na Escola Ambiental da Costeira da Armação. Nós éramos. Nós somos. Aquilo que nos precede é uma vontade imensa de viver em bando, de traduzir o mundo a partir de nossas experiências, pesquisas e sonhos materializados. Sim, somos educadores e eternos estudantes, incentivadores do tema do curso de capacitação: “Formação de Multiplicadores Ambientais”.

A pauta do curso, ministrada pela bióloga e mestre em Biologia pela
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Aline Luiza Tomazi, é por todos nós bem conhecida. O curso com duração de quatro horas/aula teve por conteúdo: a Importância da água; o Ciclo hidrológico; a distribuição das águas no planeta e no Brasil; o conceito de bacia hidrográfica; os usos múltiplos e as problemáticas relacionadas à água; a gestão das águas no Brasil; a bacia hidrográfica do Rio Tijucas. Houve, também, espaço para expormos a situação dos rios do município de Governador Celso Ramos. Com a abordagem: “Ganchos/SC: aspectos históricos, demográficos e físicos”, o jornalista e mestrando em Ciência da Linguagem pela Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), William Wollinger Brenuvida, elencou pontos positivos e negativos da integração dos recursos hídricos em Gov. Celso Ramos, com a situação dos rios antes de adentrarem as baías de Tijucas e São Miguel. A pauta teve apoio do engenheiro de aquicultura Tiago Manenti Martins, formado pela UFSC, e pela estagiária, estudante do curso de Ciências Biológicas, da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), Andressa dos Santos.

De Ganchos a Governador Celso Ramos
Governador Celso Ramos, emancipado com o nome de Ganchos, em 1963, recebeu esta denominação em 1967. A população que em 2010 era de 13 mil habitantes, e que hoje é estimada em quase 15 mil habitantes, quadriplica nos meses de verão. Os problemas relacionados a ausência de saneamento ambiental agravam problemas relacionados à saúde. Apesar de investimentos nos últimos quatro anos, os índices de saneamento ambiental ainda são alarmantes. O Município conta com uma linha costeira de 52 km, e tem na pesca artesanal e industrial sua principal atividade econômica (75%). A península avançada ao mar, também conta com um arquipélago de sete ilhas, entre elas: Arvoredo, Anhatomirim, Grande ou dos Ganchos, e do Maximiliano. Os rios principais não são volumosos: Inferninho, Pequeno ou Areias, e Jordão, além do Rio Palmas. Todos os rios do município sofreram processos de intervenção humana (antrópicos).

Agradecemos o uso do espaço da escola do meio ambiente da Costeira da
Armação gentilmente cedido pela secretária Suzana Porto e toda a equipe técnica pedagógica e de apoio da Secretaria Municipal da Educação, Esporte e Cultura. Entre os presentes na data de hoje estavam: Célia de Lemos, Divalma Flores da Silva, Daniela Nazide da Costa, Valcineia Sagás, Juliana da Silva de Souza, Evanildo Alves Filho, Jonaine Barbosa, Cleide Venâncio Alves, Jucimara de Oliveira, Adriele Machado Romancini, Thiago Sagás Fernandes, Claudiane Zeferino da Cruz, Ricardo José dos Santos, Luciara Azevedo de Mello, Aurea Salinos Pereira, Sabrina Simão da Silva.

As árvores transplantadas que simbolizam um pacto pela vida, o Pacto pela Restauração da Mata Ciliar promovido pelo Comitê Tijucas-Biguaçu, também verifica que a mudança necessária está nos pronomes, do “eu” para o “nós”, coletivamente, na prática diária, em nossa prática socioambiental, em defesa da vida. Multiplicar é mais do que necessário!

REUNIÃO ENTRE COMITÊ E FATMA VAI AJUDAR NA RECUPERAÇÃO DE ZONAS RIPÁRIAS

Quando lemos as matérias, notas, e pequenos avisos do Comitê de Bacias nós nos deparamos com algumas palavras próprias do campo de estudo e pesquisas acerca dos recursos hídricos. Apesar de o jornalista descomplicar, trazer outros significados, modelos, fica difícil entender um termo muito incomum como “ripário”, por exemplo. O que é uma zona ripária? Antes de responder a esse questionamento, nós informamos ao leitor que na tarde desta quarta-feira, 14/9, na Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina (FATMA), os membros do Comitê Tijucas-Biguaçu foram recebidos pelo gerente regional Daniel Vinicius Netto para debater um termo de referência sobre as zonas ripárias de nossa região.

Pois bem, a palavra ripária ou ripícola tem origem no latim “ripa”, e significa margem, ribanceira. A zona ripária, portanto, é a zona ribeirinha que mescla vegetação, solo e um curso d’água. Como existem danos ao meio ambiente, modificações das matas ciliares ao longo dos séculos de ocupação dos rios de nossa região, os membros do Comitê Tijucas-Biguaçu foram buscar apoio junto a FATMA recursos financeiros para subsidiar estudos da Câmara Técnica Consultiva do Comitê Tijucas-Biguaçu (CTC). Com a ajuda da FATMA vai ser possível produzir um Termo de Referência, pela CTC, realizando o diagnóstico ambiental das zonas ripárias dos rios Tijucas e Alto Braço/Braço, na Bacia Hidrográfica do Rio Tijucas.

A FATMA se manifestou favorável ao compromisso do comitê na resolução dos conflitos da bacia, resolução essa que vai ajudar a evitar prejuízos como falta de água para o abastecimento humano e dessedentação animal, fundamental também para o desenvolvimento socioeconômico da região. Sem água, somos todos miseráveis.

Participaram da reunião com o gerente regional Daniel Vinicius Netto, os técnicos Aline Luiz Tomazi (bióloga), o engenheiro de aquicultura Tiago Manenti Martins, e Patrice Juliana Barzan, representante do comitê representando a Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan).

Por William Wollinger Brenuvida, jornalista (5177-SC)

9/15/2016

MAIS MUDAS PARA SÃO JOÃO BATISTA

Na última quinta-feira, 8/9, Pedro Vargas, proprietário de uma área de terras no bairro Colônia, em São João Batista-SC, recebeu 167 mudas de árvores nativas do Comitê de Gerenciamento da Bacia do Rio Tijucas-Biguaçu. A ação faz parte do Pacto pela restauração da Mata Ciliar iniciado em 2011, e que deve ser renova em outubro deste ano, em Tijucas.

O projeto de recuperação ainda vai receber mais 157 mudas contemplando uma área a ser recuperada de 1.296 m². Entre as espécies estão: Aroeira, araça, ipê, tucaneira, açoita cavalo, nona, grumixama, pitanga, garapuvu. De acordo com Pedro Vargas, a medida tem dois motivos: ajudar a preservação dos recursos hídricos, além de prevenir a erosão de suas terras às margens do Rio Tijucas.


Contribuíram com este texto: Aline Luiz Tomazi, bióloga, e Tiago Manenti Martins, engenheiro de aquicultura.




Por William Wollinger Brenuvida, jornalista (5177-SC)

9/14/2016

COMITÊ VENCE EDITAL PARA PESQUISA E SENSIBILIZAÇÃO AMBIENTAL

(*) William Wollinger Brenuvida

Estudos em áreas costeiras, marinhas, não costumam ser o alvo das pesquisas
e ações dos comitês de bacias hidrográficas. Há certo preconceito formal alegando que um comitê de bacias deve estar adstrito ao campo dos recursos hídricos. O Comitê Tijucas-Biguaçu decidiu provocar o debate, e fez isso vencendo o edital do Instituto Linha D’água. O tema da pesquisa? “A importância dos elasmobrânquios para a qualidade dos ecossistemas marinhos a partir do conhecimento ecológico local”. Mas o que são elasmobrânquios, e qual é a relação com os pressupostos de um comitê de bacia hidrográfica?

A palavra elasmobrânquio é a união dos termos gregos elasmós (lâmina) e brágchia (brânquia, guelra), e designam tubarões e raias. Até a década de 1970, os cações-mangona ou tubarões-mangona foram pescados de modo exploratório, quase extintos do litoral catarinense. Os cações-mangona representam o equilíbrio das espécies marinhas na reserva e entorno da Ilha do Arvoredo, na Baía de Tijucas, alvos de pesquisas de diversos pesquisadores, também, como indicadores de qualidade da água que é despejada na Baía do Tijucas por meio dos rios que integram o comitê de bacias, principalmente: Tijucas, Porto Belo, Bombinhas, e Governador Celso Ramos. 

A pesca artesanal, nos rios da região e na baía de Tijucas, ainda é a principal fonte de renda das famílias das cidades litorâneas catarinenses. Com este trabalho, o Comitê Tijucas-Biguaçu pode incentivar ainda mais programas de tratamento de água e esgotos na região. O município de Tijucas já conta com uma Estação de Tratamento de Eflluentes (ETE) que trata 60% dos esgotos da cidade de Tijucas. Outras cidades, ao longo do Rio Tijucas estão adotando a mesma prática, é o caso do Município de São João Batista, no Médio Vale do Rio Tijucas.

O Comitê Tijucas-Biguaçu tem em seu corpo técnico pesquisadores e profissionais capacitados no tema abordado. Entre estes profissionais estão: a professora Camila Búrigo Marin e o engenheiro Tiago Manenti Martins. Camila é mestre em Oceanografia Física, Química e Geológica pela Fundação Universidade Federal do Rio Grande, e professora da Universidade do Vale do Itajaí (Univali). Tiago, por sua vez, tem formação em engenharia de Aquicultura, pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O Comitê ainda vai contar com a bióloga Aline Luiza Tomazi, mestre em Biologia, pela UFSC.

É, sem dúvida, um salto de qualidade para o Comitê Tijucas-Biguaçu pensando no bem-estar e qualidade de vida da população da bacia hidrográfica. Denominado Projeto InforMAR pelos membros do comitê de bacias, este projeto vai ser realizado com o apoio e conhecimento ecológico local de pescadores artesanais da Baía de Tijucas.

O projeto prevê entrevistas, questionários e quatro seminários locais, além dos levantamentos de dados e informações para melhor sensibilizar a população da bacia hidrográfica frente aos desafios na preservação das espécies, garantindo a consolidação da política nacional de recursos hídricos. Só cuida da água aquele que compreende em que meio está inserido.

(*) William Wollinger Brenuvida é jornalista. Mestrando em Ciência da Linguagem com formação em Direito e Comunicação Social.
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