5/09/2016

POR QUE PAROU?

Moção cobra elaboração de plano de bacias. Indefinição da SDS inviabiliza o desenvolvimento de importante região catarinense. Ausência do plano afeta mais de 250 mil pessoas, em 14 municípios.

(*) William Wollinger Brenuvida

O Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Tijucas está em
atividade desde 2001, quando foi criado por iniciativa da sociedade civil organizada, e ratificado por decreto estadual. Apesar de estar em uma das regiões mais importantes  do Estado de Santa Catarina, e desenvolver diversas atividades importantes para o uso racional da água, o Comitê Rio Tijucas ainda não possui um instrumento importantíssimo para melhor gerenciar os usos múltiplos da água em uma bacia que envolve 14 municípios: um plano de recursos hídricos.

Por meio da Moção n. 5, de 11 de março de 2016, a Assembleia Geral do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Tijucas decidiu: requerer da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável de Santa Catarina (SDS), e da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (FAPESC), o início imediato da elaboração do Plano de Recursos Hídricos das Bacias Hidrográficas dos Rios Tijucas e Biguaçu e Bacias Contíguas. O documento ainda pede que a instituição responsável por sua execução seja uma das universidades historicamente atuantes junto ao Comitê.

Vamos entender a tomada de decisão do Comitê Rio Tijucas…
Apesar de não inviabilizar as atividades de um comitê de bacias, e prova disso são as inúmeras atividades que fazem do Comitê Rio Tijucas um dos mais atuantes entre os 16 comitês catarinenses, com um plano de recursos hídricos, o Comitê de Gerenciamento de Bacia Hidrográfica pode: planejar os usos múltiplos da água, definindo as prioridades, as ações, os programas, bem como os projetos que visam compatibilizar os usos e a conservação dos recursos hídricos. Outro aspecto fundamental é a participação da sociedade civil organizada, dos poderes públicos em nível municipal, e estadual, e também dos usuários de água. Além de fazer cumprir a legislação federal que baliza os instrumentos para mais bem gerir o processo de uso racional da água.  De qualquer forma, é preciso que os atores sociais envolvidos participem da gestão dos recursos hídricos.

O que significa escolher a universidade para elaboração do plano de bacias

A elaboração do plano de bacia é tema importante para a população da bacia hidrográfica porque o plano de bacias é um instrumento de empoderamento da população da bacia que passa definir as estratégias para o uso da água. A partir de 2016, o Governo de Santa Catarina resolveu concluir os planos de bacia ainda restantes, o que inclui o Plano de Bacias do Comitê Rio Tijucas. Acontece que essa era uma meta assumida pelo Programa SC Rural, e não cumprida pelo Governo do Estado de Santa Catarina. Para agilizar o processo de conclusão dos planos de bacias, o Estado resolveu utilizar recursos do FEHIDRO. Caberia, então, a FAPESC contratar universidades para realização dos planos. A questão incidental é que os primeiros planos de bacias contratados pelo Estado junto à FAPESC buscaram universidades sem qualquer relação e vínculo com as bacias hidrográficas dos respectivos planos.


Antes de 2016, empresas também podiam realizar os planos de bacias. O Comitê Rio Tijucas nunca viu óbice na contratação de empresas para a elaboração do plano de bacias, mas sempre entendeu que as universidades são importantes, principalmente no compartilhamento das pesquisas. A escolha da universidade para elaboração e execução do plano de bacias observa, antes de tudo, a capacidade técnica, o conhecimento somado, e a dedicação dos profissionais envolvidos. 

Um exemplo flagrante dessa observação está na interferência do governo do Estado de Santa Catarina na indicação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) para elaborar o plano de bacias do Comitê Rio Camboriú. A região onde está inserido o Comitê Rio Camboriú tem a presença da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), que há mais de 50 anos desenvolve pesquisas na região por meio do Centro de Ciências Tecnológicas da Terra e do Mar (CTTMAR)Atualmente, três universidades são membros do Comitê Rio Tijucas: UFSC, Univali, e a Universidade do Sul de Santa Catarina –Unisul.

O Comitê Rio Tijucas defende que universidade contratada para elaboração do plano de bacias seja atuante no Comitê Rio Tijucas, por exemplo.



Atualmente, o Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Tijucas tem definido como área de atuação a área da bacia hidrográfica do rio Tijucas e seus tributários e do grupo de bacias dos rios Perequê, Santa Luzia, Inferninho e Itapema. Essa realidade mudou com a aprovação, pela 41ª Assembleia Geral Ordinária, em Angelina/SC, quando o Comitê Pró-Biguaçu aderiu ao Comitê Rio Tijucas. Os membros do Comitê Rio Tijucas aguardam a modificação do decreto de 2001 para que o Município de Antônio Carlos, e a integralidade do Município de Biguaçu possam construir uma identidade com a política nacional de recursos hídricos.

Com a elaboração e a execução do plano de bacias dos rios Tijucas e Biguaçu, e bacias contíguas, o Estado de Santa Catarina avança porque a região compreendida é uma das mais importantes do ponto de vista ambiental, econômico, e político do Estado. Os 14 municípios das bacias dos Rios Tijucas e Biguaçu, e bacias contíguas possuem mais de 250 mil pessoas, mas afetam o desenvolvimento da Grande Florianópolis, que depende da produção dos municípios da região. Somente o Município de Antônio Carlos, membro do Comitê Rio Tijucas fornece mais de 90% da produção de hortaliças para a Grande Florianópolis. Tijucas e Canelinha, por exemplo, são responsáveis pela produção e exportação da cerâmica vermelha, pisos e azulejos reconhecidos internacionalmente com o alto padrão de qualidade.

A máxima que diz que “sem água somos todos miseráveis” é reforçada com a ideia de que sem gerenciamento eficaz, e eficiente de uma bacia hidrográfica é impossível desenvolver uma região socioculturalmente, e socioeconomicamente.

(*) William Wollinger Brenuvida, é jornalista (5177/SC). Membro-fundador do Comitê de Gerenciamento da Bacia do Rio Tijucas (2001).

4/29/2016

DIVULGADOS VENCEDORES DOS CONCURSOS DE REDAÇÃO E DESENHO

Após a análise de 261 trabalhos apresentados por 40 escolas no âmbito das bacias hidrográficas dos Rios Tijucas e Biguaçu, lista com vitoriosos do concurso demonstra empenho do Comitê Rio Tijucas nas causas socioambientais e socioeducativas.

(*) William Wollinger Brenuvida

Foram meses na preparação, divulgação, e aplicação das redações e desenhos
1º lugar. Aluna Camili Veloso, Nova Trento/SC
no âmbito da comunidade escolar da Bacia Hidrográfica dos Rios Tijucas e Biguaçu. Da escolha do tema ao resultado final dos concursos, a equipe técnica do Comitê Rio Tijucas visitou diversas escolas do ensino fundamental, em 14 municípios da Bacia Hidrográfica, para conversar com professores e alunos, buscando a utilização da transversalidade – um recurso muito importante e constante dos Planos Nacionais Curriculares (PCN’s). Na manhã desta sexta-feira, 29 de abril, na sede do Comitê Rio Tijucas, foram conhecidos os vencedores dos concursos de redação e desenho – um dos momentos mais inquietantes para a comunidade escolar, equipe técnica do Comitê Rio Tijucas, e comissões avaliadoras.

Dados comprovam a importância dos concursos de redação e desenho
1º lugar. Aluna Heloisa Bassi Trainotti. Tijucas/SC
Os concursos de desenho e redação do Comitê Rio Tijucas atingiram, respectivamente, as edições 5ª e 6ª. A estimativa de público alcançada pelos concursos, segundo dados do IBGE (2012) são de 36.420 alunos, 1.919 docentes, e de 155 escolas de ensino fundamental, em 14 municípios da Bacia Hidrográfica. O município que responde por mais alunos é Biguaçu com 8.767 alunos, em 26 escolas, com 410 professores. O menor município nesses termos é Rancho Queimado, com 384 alunos, em 4 escolas, e 32 professores. Esse dado é importante porque Rancho Queimado, por exemplo, com aproximadamente 3 mil habitantes, está no Alto Vale do Rio Tijucas, é um município responsável pelas nascentes do Rio Tijucas, e tem 100% da área do município com água e esgotos tratados. Já Biguaçu, com quase 65 mil habitantes, no Litoral Catarinense, ainda busca formas para tratar o esgotamento sanitário.

Com o tema “Água e esgoto: qual é nossa responsabilidade”, o Comitê Rio Tijucas pegou carona na Campanha Ecumênica da Fraternidade 2016, que debateu, na Quaresma, o tema da água e esgoto refletindo a Terra como nossa casa e responsabilidade cada ser humano no processo de cuidados com o planeta. A equipe técnica distribuiu os editais para todas as escolas envolvidas no processo, visitou escolas e ministrou palestras, também foi realizada a divulgação nas mídias de rádio e televisão, internet e jornal impresso.
Responderam ao chamado 40 escolas de 12 municípios. Ao todo foram 261 trabalhos inscritos: 132 desenhos; e 129 redações. O resultado final, com acompanhamento de duas comissões avaliadoras, para desenho e redação, e que definiu três vencedores para cada categoria teve as seguintes listas classificatórias (listamos os 10 participantes em cada categoria, com as respectivas escolas):

DESENHO

REDAÇÃO


Os municípios que mais participaram com escolas envolvidas foram Tijucas (08),
2º lugar. Aluna Letícia Pauli. Antônio Carlos/SC
e Canelinha (05). Angelina, Antônio Carlos, Biguaçu, Bombinhas, Canelinha, Governador Celso Ramos, Leoberto Leal, Nova Trento, Porto Belo, Rancho Queimado, São João Batista, e Tijucas apresentaram trabalhos. O município de Bombinhas nunca havia permanecido entre os três colocados no concurso de redação, emplacando o terceiro lugar; já o Município de Antônio Carlos participando pela primeira vez, ganhou a segunda colocação no concurso de desenho. O destaque, novamente, foi o Colégio de Aplicação da Universidade do Vale do Itajaí, o CAU de Tijucas, não apenas emplacou o primeiro lugar, como também viu três de seus alunos entre as 10 redações finalistas. O Município de Tijucas, por exemplo, teve quatro alunos entre as 10 redações finalistas, uma dessas redações veio do Colégio Dom Bosco. No concurso de desenho, o destaque foi o Município de Nova Trento, com cinco alunos entre os 10 desenhos finalistas, inclusive, o primeiro lugar.

3º lugar. Aluna Raissa Michelli. Nova Trento/SC
Outro dado importante é a presença marcante das alunas. No concurso de redação, entre as 10 redações finalistas, 8 são de meninas. O mesmo dado se repete no concurso de desenho, onde apenas dois meninos figuram entre os 10 desenhos finalistas. Esses dados podem ser explicados por uma razão em específico: no decorrer das palestras dos técnicos do Comitê Rio Tijucas, as alunas eram aquelas que mais anotavam os dados fornecidos nas palestras.
Os concursos de redação e desenho contaram com o apoio da Vonpar refrescos S.A.; do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto de Tijucas (Samae); e da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan). Os alunos que foram classificados nas três primeiras posições vão receber uma bicicleta e um certificado de participação. Os professores e a escola receberão um certificado de orientação.

O Comitê Rio Tijucas deve realizar as cerimônias de entrega dos prêmios em breve, nas cidades onde os alunos, professores e escolas vencedoras se destacaram. O próximo desafio do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Tijucas é a Maratona Fotográfica 2016. A Maratona Fotográfica é um concurso de fotografias gratuito com inscrições até o dia 31 de maio de 2016, e que, publica fotografias históricas e recentes da Bacia Hidrográfica dos Rios Tijucas e Biguaçu, e bacias contíguas. Com a certeza do dever cumprido, o Comitê Rio Tijucas sabe que apoiar as atividades socioambientais e socioeducativas pode consolidar um trabalho em proteção dos recursos hídricos em uma das regiões mais importantes do Estado de Santa Catarina. Participe você também!

(*) William Wollinger Brenuvida é jornalista (5177/SC). Assessor de Comunicação do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Tijucas.

4/28/2016

FORMAÇÃO MOBILIZA BACIA

Para incentivar o uso consciente da água e consolidar o desenvolvimento dos comitês de bacias, mais de 50 pessoas participam de curso que marca a chegada de importante município da Grande Florianópolis. 

Texto: William Wollinger Brenuvida, jornalista (5177/SC). Assessoria de Comunicação do Comitê Rio Tijucas.
Fotografias: Euclides Kerntopf. Assessoria de Comunicação da Prefeitura Municipal de Antônio Carlos/SC.

Rui Batista Antunes, da SDS palestra durante curso do Comitê Rios Tijucas-Biguaçu
Compreender é sempre melhor que entender. Quem compreende entende duas vezes porque o ato da compreensão está imbuído de um caráter especial: a sensibilização. Para fazer compreender, entender, e sensibilizar a população da Bacia Hidrográfica dos Rios Biguaçu, e Tijucas, além de pequenas outras bacias contíguas, o Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Tijucas ministrou a 2ª edição do curso Prática e Procedimento, no Município de Antônio Carlos-SC.

Com mais de 50 participantes, o curso Prática e Procedimento, foi realizado nesta quarta-feira, 27 de abril, no Clube Estrela Azul, no centro do Município de Antônio Carlos, atendendo membros do Comitê Rio Tijucas, e atores estratégicos. 

Palestras, apresentações, e dinâmicas em grupo
Os ministrantes do curso, os técnicos Aline Luiza Tomazi(bióloga), Tiago Manenti 
A bióloga e técnica do Comitê Rios Tijucas-Biguaçu Aline Luiz Tomazi
Martins (engenheiro de aquicultura), e William Wollinger Brenuvida (jornalista) encontraram público seleto formado por técnicos, especialistas, e estudantes, o curso ainda contou com agricultores e moradores que partilharam as experiências e memórias de quem mora bem pertinho do Rio Biguaçu – rio que nasce e que corta o Município de Antônio Carlos.

Rosilda Feltrim, Marlise Mayer, e Lusiany Kuster acompanham as palestras 
A carga horária de seis horas teve por objetivo abordar: 1) a Lei das Águas; 2) o Panorama da gestão de Recursos Hídricos no Brasil e em Santa Catarina; 3) o Histórico da criação do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Tijucas; 4) as Atribuições de um Comitê de Bacia Hidrográfica; 5) a Atuação do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Tijucas; 6) a Estrutura organizacional e funcionamento do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Tijucas.

Além da equipe técnica, a presença de membros da diretoria do Comitê Rio
Representação do Comitê Rios Tijucas-Biguaçu
Tijucas auxiliou o desenvolvimento dos trabalhos. Para o presidente Adalto Gomes, idealizador e membro-fundador do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Tijucas, o momento foi propício para divulgar e multiplicar ações do Comitê que opera desde 2001, em 13 municípios, recebendo em 2015 o Município de Antônio Carlos – e com este Município, a responsabilidade por zelar das nascentes do Rio Biguaçu. Entre os membros da diretoria presentes, nós listamos: José Leal Silva Junior, Carlos Bogoni, Rosilda Feltrim, e Patrice Barzan.

Presidente Adalto Gomes e Prefeito Paulo Remor
Duas palestras chamaram atenção da comunidade, o Histórico da criação do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Tijucas, ministrada por Rui Batista Antunes, Gerente de Planejamento de Recursos Hídricos - Diretoria de Recursos Hídricos da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável – DRHI/SDS; e um plus realizado por Geovano Pedro Hoffmann, Geógrafo e mestrando do Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal de Santa Catarina, que apresentou um panorama do Rio Biguaçu, inclusive mencionando as enchentes históricas desde 1911.

Novos desafios
Atividades diversas deram apoio ao curso.
Com a entrada do Município de Antônio Carlos, no âmbito do Comitê Rio Tijucas, duas questões se impõem: a primeira é a mudança na nomenclatura oficial; a segunda é o monitoramento do Rio Biguaçu. Se o Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Tijucas passa, oficialmente, a se chamar Comitê de Gerenciamento das Bacias Hidrográficas dos Rios Tijucas e Biguaçu, e bacias contíguas; o nome comercial vai mudar de Comitê Rio Tijucas para Comitê Rio Tijucas-Biguaçu. Em relação ao monitoramento do Rio Biguaçu, o Comitê deve viabilizar recursos em projetos para o diagnóstico e ações em parceria com empresas, a sociedade civil organizada, e os poderes públicos constituídos nos municípios, e nas esferas estadual e federal.

4/20/2016

66ª REUNIÃO DA COMISSÃO CONSULTIVA DO COMITÊ RIO TIJUCAS

Por meio da convocação de Adalto Gomes, presidente do Comitê de
Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Tijucas, foi realizada, na data desta terça-feira, dia 19 de abril de 2016, a 66ª reunião da comissão consultiva do Comitê Rio Tijucas, na sede do comitê, em Tijucas.

A pauta foi extensa, e de extrema importância para o andamento dos trabalhos do Comitê: o Mês da Água 2016; os concursos de redação e desenho; a maratona fotográfica; também o Ofício GABS/DRHI nº 055/2016 acerca do cumprimento das portarias de outorga de abastecimento público na Bacia do Rio Perequê; a reunião realizada com prefeito de Biguaçu; a ratificação Conselho Estadual de Recursos Hídricos da inserção da Bacia do Rio Biguaçu no Comitê; a Capacitação Comitê de Bacia Hidrográfica: Prática e Procedimentos – 2ª edição; a Parceria na realização da Semana do Meio Ambiente de Bombinhas; o Seminário sobre a implementação das Entidades Executivas dos Comitês; e o pedido de Termo Aditivo ao convênio atual para operacionalização e fortalecimento do Comitê.

Outros assuntos também debatidos no âmbito da 66ª reunião consultiva foram: a situação dos projetos em andamento para captação de recursos; o processo acerca da contratação de consultoria técnica individual para o Comitê; a análise de proposta elaborada pela CTC de certificação a ser concedida pelo Comitê; o panorama atual de implementação e revisão do Pacto pela Restauração da Mata Ciliar; e o convite à integração no Grupo de Educação Ambiental RH8.

Representantes e membros da Companhia de Desenvolvimento de Santa Catarina (Codesc); da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan); das prefeituras dos municípios de Governador Celso Ramos, e Rancho Queimado; além da empresa Vonpar S.A; da Fundação do Meio Ambiente de Bombinhas (Famabi); e da Associação de Moradores do Coroado participaram da reunião.

As atas das reuniões consultivas, bem como outros atos do Comitê Rio Tijucas são públicos. Participe do comitê e ajude a construir a história de nossa Bacia Hidrográfica.

Mais informações: (48) 3263-6563 ou www.aguas.sc.gov.br/comite-tijucas. / http://comitetijucas.blogspot.com.br/ - comitetijucas@gmail.com

REUNIÃO DEFINE CRITÉRIOS E METAS PARA COMITÊS

Em encontro que debateu a criação e a implantação da entidade executiva
Comitês e SDS debatem critérios e metas
única, os Comitês de Gerenciamento das Bacias dos Rios Tijucas, Cubatão, e Camboriú, também discutiram critérios de seleção e metas a serem atingidas por esta entidade executiva única. Entre as metas a serem atingidas está a divulgação das ações dos comitês no portal eletrônico das águas, o site aguas.sc.gov.br. Participou da reunião, a Diretoria de Recursos Hídricos (DHRI), departamento da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Sustentável (SDS).

A reunião com os Comitês dos Rios Cubatão, Camboriú, e Tijucas, além das SDS, se deu nesta segunda-feira, 18 de abril, com duração de mais de cinco horas, na sede do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Tijucas, em Tijucas.

A importância de uma entidade executiva para os comitês de bacias

No âmbito do Comitê de Gerenciamento das Bacias dos Rios Tijucas, Cubatão, e Camboriú, a entidade executiva é a Associação Caminho das Águas de Tijucas (ACAT). A Acat responde por um CNPJ, portanto, essa associação que diverge um pouco de uma Organização Não Governamental, possui personalidade jurídica. Para compreender a criação desta entidade executiva única, o leitor precisa entender que um comitê de bacias não possui personalidade física ou jurídica, porque figura no âmbito de um parlamentou ou fórum das águas. Para ter uma ideia da importância desse modelo, que é uma inspiração francesa, o Comitê Rio Tijucas, por exemplo, reúne 55 membros – estes sim, dotados de personalidade jurídica – entre usuários de água, sociedade civil organizada, e poderes públicos dos 14 municípios integrantes da Bacia Hidrográfica do Rio Tijucas. 

Se levarmos em conta a constituição dos outros dois comitês co-irmãos do Tijucas, os Comitês dos Rios: Cubatão (que está inserido em um dos principais mananciais da Grande Florianópolis); e o Camboriú (inserido em uma das áreas que mais crescem em Santa Catarina), a demanda por água somente tende a crescer, e a necessidade de organização de uma entidade que possa gestar o processo de consolidação dos comitês é mais que importante, é urgente.

COMITÊ RIO CUBATÃO: Criação: 1993. Área territorial: 738 km². Municípios que o formam: Santo Amaro da Imperatriz, Águas Mornas, e parte dos municípios de São Pedro de Alcântara e Palhoça;

COMITÊ RIO CAMBORIÚ: Criação: 1997. Área territorial: 200 km² (aprox.). Municípios que o formam: Camboriú, e Balneário Camboriú.

COMITÊ RIO TIJUCAS: Criação: 2001. Área territorial: 2.371 km² (sem Antônio Carlos – membro desde set./2015). Municípios que o formam: Angelina, Antônio Carlos, Biguaçu, Bombinhas, Canelinha, Governador Celso Ramos, Itapema, Leoberto Leal, Major Gercino, Nova Trento, Porto Belo, Rancho Queimado, São João Batista, e Tijucas.






Se a ausência de uma entidade executiva é um prejuízo enorme para os comitês, a falta de critérios para os gastos internos de cada comitê (contratação de pessoal, material de expediente, deslocamento, além de materiais gráficos e de publicidade); para os investimentos em programas e projetos para promover e proteger os recursos hídricos (ao exemplo do Pacto pela Restauração da Mata Atlântica, do Comitê Rio Tijucas); e a divulgação midiática no que diz respeito à comunicação social e jornalística; deixar de estrutura a Acat pode ser um entrave para passos decisivos dos três comitês: planos de bacias; monitoramento da qualidade das águas; restauração da mata ciliar; e o cadastramento de produtores de águas.

É nesse sentido, que os Comitês das Bacias Hidrográficas dos Rios Cubatão, Camboriú, e Tijucas se reuniram, fechando questão no apoio a Acat, e à produção de atividades dos três comitês. Ressalta-se que o não cumprimento dos critérios e das metas estabelecidas pela SDS pode acarretar na revisão, e até mesmo na suspensão do contrato entre o governo do Estado de Santa Catarina, e a entidade executiva – nesse contexto, a Acat.

Por William Wollinger Brenuvida, jornalista (5177/SC). Membro do Comitê Rio Tijucas, desde 2001.
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