4/13/2017

COMITÊ EM DEBATE: ALÉM DA SALA DE AULA



A escola pública municipal Abel Capella escolheu neste semestre, como tema para os trabalhos interdisciplinares, questões pertinentes aos lugares históricos do município de Governador Celso Ramos tais como a Fortaleza de Santa Cruz do Anhatomirim, e também as ações socioambientais e socioeducativas do Comitê da Bacia Hidrográfica dos Rios Tijucas e Biguaçu, e bacias contíguas que atua em mais 13 municípios além da península gancheira. Na manhã desta quinta-feira, 13/4, o jornalista William Wollinger Brenuvida esteve conversando com alunos do ensino fundamental do Abel Capella. O convite foi realizado pela professora-coordenadora do projeto Lucineide Simão, e acompanhado pelas professoras Silvia (Ciências) e Camila Dauer Camargo (Geografia).

As palestras levaram em conta os aspectos sociais, históricos e ambientais de Governador Celso Ramos e região do Vale do Rio Tijucas, além da Costa Esmeralda, apresentando o vídeo documentário do comitê ao público presente. Os alunos fizeram anotações para os debates e textos que devem produzir ao projeto solicitado pela professora Lucineide Simão.

Mais informações sobre o Comitê: http://comitetijucas.blogspot.com.br/
www.facebook.com/comitetijucas/ e http://www.aguas.sc.gov.br/o-comite-tijucas/inicial-tijucas

Dúvidas e sugestões? Envie um e-mail pra gente: comitetijucas@gmail.com ou ligue no fone (48) 3263 6563
Por William Wollinger Brenuvida, jornalista.

4/08/2017

BOMBINHAS E A TRANSPOSIÇÃO DO TIJUCAS



Reunião debate metas e compromissos para resolver a falta de água que atinge mais de 300 mil pessoas no principal destino turístico catarinense. Parceria deve levar água e trazer melhorias para região.

Por William Wollinger Brenuvida

Os constantes problemas de abastecimento de água no município de Bombinhas que sempre chamou a atenção da diretoria e equipe técnica do comitê Tijucas-Biguaçu resultou em um encontro, na sede do comitê, em Tijucas, na manhã desta sexta-feira, 7/4, com membros da Águas de Bombinhas (Aegea), concessionária responsável pelo abastecimento de água e esgotamento sanitário no município de Bombinhas; do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto de Tijucas (Samae); da Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Tijucas; e do Comitê Tijucas-Biguaçu. O tema? A transposição do Rio Tijucas.

Bombinhas é o menor município do Estado de Santa Catarina, e talvez aquele que mais sofra por falta de água na região litorânea. Emancipado de Porto Belo em 1992, faz parte dos 14 municípios inseridos na Bacia Hidrográfica dos Rios Tijucas e Biguaçu. A população de Bombinhas que não ultrapassa 15 mil habitantes, vê uma transformação vertiginosa na alta temporada de verão, quando recebe uma população flutuante de mais de 300 mil visitantes.

Transposição e metas
A concessionária bombinense prevê a captação de água diretamente do Rio
Tijucas. A transposição, de acordo com a Águas de Bombinhas, é necessária porque a Estação de Tratamento de Água (ETA) de Zimbros tem vazão de 40 litros por segundo (l/s), e os poços de Mariscal e Canto Grande apenas 4 l/s para reservação de água. A reservação atual que é de 950 metros cúbicos (m³), mesmo com alguma ajuda do município de Porto Belo é incapaz de suprir a demanda por água potável na cidade, que no verão faz uso recorrente de caminhões-pipa. Bombinhas é o segundo maior destino turístico do Brasil, e no verão sofre com a falta de água.

Para Thaís Forest Gallina, engenheira da Águas de Bombinhas, a captação e transposição do Rio Tijucas não vai afetar a captação e distribuição de água para Tijucas, e para outros municípios da bacia hidrográfica. “Nós apenas vamos retirar a quantidade possível para suprir a demanda do município de Bombinhas. Todos os estudos necessários foram e estão em curso para cumprir a legislação federal, estadual e municipal. Esta é única forma de garantir água para os bombinenses.”, observa a engenheira.

Neste primeiro encontro, os representantes do município de Tijucas, Jorge Stel,
do Samae, Narbal Andriani Junior, do Meio Ambiente, José Leal, vereador e representante do comitê se mostraram preocupados com as duas primeiras alternativas propostas, quais sejam, a de aumentar a captação da Praia do Triste, em Bombinhas; e aquela que prevê a captação de água do Rio do Oliveira, em Tijucas. Essa atitude mostra que apesar dos representantes serem de Tijucas, estão pensando na região como um todo. A atitude mais provável é mesmo a captação e transposição do Rio Tijucas.

Os representantes tijuquenses e o vice-presidente do Comitê Tijucas-Biguaçu, o engenheiro florestal Edison Baierle, se mostraram favoráveis a esta iniciativa desde que sejam seguidas regras técnicas e acordos com os 14 municípios da região hidrográfica. De acordo com Edison Baierle, o comitê é o foro para se debater essa alternativa. “Nós atuamos em outros conflitos na bacia e a população (da bacia) é o lugar de escuta de todos. Antes de um município realizar uma obra importante que envolva a água da população, ele deve consultar o comitê de bacias. Nós apoiamos a iniciativa desde que exista um compromisso firmado com os programas e projetos do comitê, e dos 14 municípios envolvidos no processo.”, salienta Edison Baierle.

Posição idêntica tem o diretor do Samae de Tijucas, Jorge Steil: “Nós buscamos o que é melhor para a população. Não somos egoístas e precisamos ajudar os municípios-irmãos da região, mas nós precisamos entender que Tijucas deve ser consultada de todos os passos desse projeto (de transposição), e que, nenhum habitante de Tijucas possa ficar em prejuízo por quaisquer obras que afetem direta ou indiretamente o município. Se houver um compromisso firmado, o diálogo existe.”, diz Jorge Steil.

Entre os princípios de um comitê de bacias hidrográficas está aquele que se revela mais relevante: garantir água em quantidade e qualidade para o cidadão, sem esquecer de matar a sede dos animais. Se para garantir esse objetivo o comitê tiver que resolver conflitos de interesses, que essa resolução seja feita a partir do diálogo, da escuta das comunidades, empresas e setores governamentais.

Estão previstas diversas ações entre as quais: apoio ao Projeto Peixe Juca para monitoramento da água em 14 municípios; Pacto pela restauração da Mata Ciliar; disponibilidade de dados e informações; ações conjuntas. Outras reuniões com a prefeitura e órgãos de Tijucas e região serão realizadas em breve.

Participaram da reunião: Ana Maria Pattaro, Aegea; Arielle Castellen Gall, Aegea; Carolini Machado Rublo da Cruz, Samae;  Edison Roberto Mendes Baierle, Comitê Tijucas-Biguaçu; Jorge Steil, Samae; José Leal Silva Junior, Comitê Tijucas-Biguaçu;  Joseane Cavalcanti Dias, Aegea; Narbal Andriani Junior, Sec. Meio Ambiente; Thaís Forest Gallina, Aegea;  Tiago Manenti Martins, Comitê Tijucas-Biguaçu; William Clemes, ambiental; e William Wollinger Brenuvida, Comitê Tijucas-Biguaçu.

3/25/2017

MAIS 50 MUDAS PARA O MATA CILIAR

O programa Pacto pela recuperação da Mata Ciliar, iniciativa do engenheiro florestal Edison Roberto Mendes Baierle, que sinalizou a ideia em 2011, está presente em mais de 60 propriedades, distribuindo mais de 8 mil mudas nativas para recuperar e preservar os mananciais de água em 14 municípios de nossa bacia hidrográfica. Apesar de contar com um viveiro ou horto, no município de Bombinhas, e estar ampliando a iniciativa em Tijucas, o Comitê Tijucas-Biguaçu conta com parceiros que produzem e distribuem centenas de mudas. É o caso das empresas Sulcatarinense, e Autopista Litoral Sul.

Na tarde desta sexta-feira, 24/3, os técnicos do Comitê Tijucas-Biguaçu, Tiago
Manenti Martins e William Wollinger Brenuvida, visitaram o viveiro de mudas da empresa Sulcatarinense e receberam do cuidador daquele espaço Tiago Guex, e da também funcionária da Sulcatarinense, da área ambiental, Camila Aguiar Vieira do Vale Pereira, 50 mudas de árvores nativas. Entre as espécies: bacupari (Garcinia gardneriana), jacarandá mimoso (Jacaranda mimosifolia), jabuticabeira (Plinia cauliflora), olandi (Calophyllum brasiliense Cambess), ipês (tabebuia alba), palmeira juçara (Euterpe Edulis), gabiroba (Campomanesia xanthocarpa), e canafístula (Peltophorum dubium). Boa parte dessas árvores servirão ao plantio em áreas com estágio mais avançado de recuperação.

Após a ECO-92, conferência mundial de meio ambiente ocorrida no Rio de Janeiro, entre 3 e 14 de junho de 1992, o conceito de sustentabilidade incorporou a chamada responsabilidade socioambiental das empresas que utilizam recursos naturais como matéria-prima de seus produtos e disponibilização no mercado. A destinação de mudas nativas para áreas de recuperação, pela Sulcatarinense, também alcança o projeto de revitalização da mata ciliar do Rio Areias, em Governador Celso Ramos, onde o Comitê Tijucas-Biguaçu mantem parceria com o Instituto Çarakura, Instituto Chico Mendes para Biodiversidade (ICMbio), e Prefeitura Municipal de Governador Celso Ramos.

Por William Wollinger Brenuvida, jornalista

PROJETO INFORMAR TEM APOIO DA UFSC

Renato de Freitas, do Labitel e Tiago Martins do Comitê Tijucas-Biguaçu, experiências ao Projeto Informar

Em visita, na manhã desta sexta-feira, 24/3, ao Laboratório de Biologia de Teleósteos e Elasmobrânquios (Labitel), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), os técnicos do Comitê Tijucas-Biguaçu, Tiago Martins e William Brenuvida, receberam apoio do professor-doutor Renato Hajenius Aché de Freitas para o Projeto Informar: tubarões e raias.

Doutorado em Ciências Biológicas (Zoologia) pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho em 2011, Renato Hajenius Aché de Freitas é Professor da UFSC, e está no Labitel com pesquisas muito avançadas sobre vida dos tubarões e raias. O professor foi convidado e aceitou participar do projeto, onde vai apresentar um importante capítulo no livro que narra as experiências e observações de pescadores dos municípios de Bombinhas, Governador Celso Ramos, Porto Belo e Tijucas.

O Informar é um projeto coordenado pelo engenheiro de aquicultura, Tiago
Manenti Martins, técnico do Comitê Tijucas-Biguaçu, e financiado pelo Instituto Linha D’água de São Paulo. O projeto prevê a edição de um livro e vídeo-documentário que revele as percepções de pescadores artesanais acerca da pesca dos elasmobrânquios, que na linguagem popular são os tubarões e raias de várias espécies. A partir de um questionário elaborado e metodologia apropriada, 100 pescadores, em quatro municípios da Baía de Tijucas fornecem entrevistas e conhecimentos. Além da publicação do livro e documentário, serão oferecidas palestras para os pescadores e população da bacia hidrográfica.

Com previsão para término em setembro deste ano, o Informar já entrevistou mais de 30 pescadores, visitou colônias de pescadores, e conta com o apoio da UFSC, do Instituto Chico Mendes para Biodiversidade (ICMbio), e Reserva Biológica Marinha do Arvoredo (Rebio). De acordo com o professor Renato Hajenius Aché de Freitas, “A Baía de Tijucas é um importante ecossistema para criação de diversas espécies, e quando investigamos o desaparecimento de espécies, para além da Baía de Tijucas, nós podemos entender como isso afeta a vida do pescador e de suas famílias. Nós agradecemos o convite para participação do Informar”.

Participou, como observadora, a fotógrafa Dayane Soares, vencedora da última Maratona Fotográfica promovida pelo Comitê Tijucas-Biguaçu. Novo edital para a próxima edição da Maratona Fotográfica deve ser veiculado em breve, com o tema: “O rio que temos”.

Por William Wollinger Brenuvida, jornalista.

3/22/2017

ALUNOS ABRAÇAM DIA DA ÁGUA



O Dia Mundial da Água foi criado pela ONU (Organização das Nações Unidas) no dia 22 de março de 1992. O dia 22 de março, de cada ano, é destinado à discussão sobre os diversos temas relacionadas a este importante bem natural. Todos os anos o Comitê Tijucas-Biguaçu mobiliza escolas em 14 municípios das bacias hidrográficas para sensibilizar e fazer da prática socioambiental uma prática de sentidos e ações em prol da natureza. Nesta terça-feira, 21/3, nos períodos da manhã e tarde, o Comitê Tijucas-Biguaçu dialogou com 92 alunos, do primeiro ao nono ano do ensino fundamental, da Escola Básica João Frederico Heck, na localidade do Garcia, em Angelina-SC.

A atividade coordenada pela bióloga do Comitê Tijucas-Biguaçu Aline Luiza
Tomasi, e que envolveu professores e demais atores sociais da comunidade escolar do município de Angelina-SC, também contou com a parceria da EPAGRI-Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri). Foram mobilizados os funcionários Marines Simone Richwcki e João Luiz Simão Filho, dos escritórios da Epagri de Major Gercino e Angelina.

O desafio é praticar o Dia Mundial da Água além das práticas, das ações. É preciso que o Dia Mundial da Água também faça sentido nessa prática.
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